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              10 motivos para dar carinho aos filhos

              Não tenha receio de demonstrar afeto aos pequenos; a relação de vocês só tem a ganhar com isso!

                                                                                                                                                                                                                                                     Texto: Rose Araujo / Revista NA MOCHILA

              Tão bom ganhar um abraço depois de um dia exaustivo de trabalho. Ou ouvir palavras doces e de incentivo ao preparar um almoço comum durante a semana. Pois é, todo mundo gosta de carinho. E com as crianças não é diferente! Os pequenos também precisam se sentir amados e receber cafuné de vez em quando. E os benefícios desse ato não são apenas momentâneos. Eles imprimem sua marca na alma. “Crianças que vivem num ambiente cercado de carinho tendem a resolver conflitos de forma mais pacífica e inteligente, por meio do diálogo e da negociação”, destaca a psicóloga clínica comportamental Adriana Serrano. Veja, a seguir, 10 motivos que vão transformar a sua percepção sobre as vantagens do carinho em sua família.

              1- Ensina autoestima: aprendemos a gostar de nós mesmos quando sentimos que alguém que amamos e admiramos também nos ama. Ser carinhoso com seu filho irá dizer a ele que ele é bom, querido, amado. Porém, o carinho deve ser dado de forma incondicional e não apenas quando ele tiver feito algo que você valoriza. Carinho não é prêmio, é amor! E amor a gente não sente pelo que o outro faz, mas sim pelo que o outro é.

              2- É gostoso e faz bem à saúde: carinho não é só bom para quem recebe, mas para quem dá também. Quando sentimos amor pelos filhos, nosso corpo aumenta a produção do hormônio ocitocina, responsável pela sensação de prazer, segurança e bem-estar físico e emocional. Se seu filho for um bebê e você estiver amamentando, o carinho, por meio da ocitocina, também faz a produção de leite aumentar e fortalece os laços afetivos entre vocês para o resto da vida.

              3- Mostra como cuidar das relações: ser um pai ou uma mãe carinhoso(a) constitui um modelo para seu filho que ele irá levar para todas as relações que fizer na vida, inclusive com os filhos que terá um dia. Nesse sentido, não se trata apenas do carinho físico, mas também (e principalmente) do uso carinhoso das suas palavras e atitudes em relação à criança. Não adianta querer que o filho seja carinhoso com os amiguinhos e os familiares se ele não tiver de quem copiar esse comportamento.

              4- Deixa a vida mais leve:quanto mais nos envolvemos com as questões objetivas de nosso dia a dia, mais olhamos para nós mesmos e para os outros ao redor com objetividade, como se fôssemos robôs. Chegar em casa e cobrir um filho de beijos e abraços desperta a subjetividade de ambos e faz todo mundo esquecer dos problemas lá de fora. Algo, aliás, extremamente necessário nos dias atuais!

              5- Desperta os sentidos: a pele humana é formada por inúmeras terminações nervosas que levam as mais diversas informações ao cérebro sobre o ambiente externo. O carinho durante a infância ativa essas terminações e faz com que a criança não só conheça melhor o seu corpo como também associe o toque carinhoso com a sensação de prazer, segurança e amor.

              6- Cria vínculo / intimidade: conforme os filhos vão crescendo, acabam se distanciando dos pais, num processo natural de autonomia e descoberta da identidade. Se esses filhos foram crianças que receberam bastante carinho durante a infância, tendem a se sentir à vontade para buscar o colo dos pais nos momentos difíceis, o que os deixa mais confiantes e seguros para conquistarem a independência. Quando o filho não sente intimidade com os pais, vai se distanciando de forma prejudicial, podendo inclusive fazer com que o adolescente busque referência e ajuda junto a amigos e pessoas mal-intencionadas.

              7- Traz segurança: todo mundo enfrenta situações difíceis na vida, e algumas delas são extremamente necessárias para um bom desenvolvimento. No entanto, receber o apoio e o carinho dos pais nesses momentos tensos, fortalece sentimentos de esperança e segurança, fundamentais para a conquista da resistência à frustração e do amadurecimento pessoal. Tem horas que tudo o que precisamos é de um abraço, não é? Não para resolver o problema, mas para nos dar a força necessária para que resolvamos por conta própria.

              8- Aumenta o respeito: quando o pai é carinhoso com o filho, mostra que respeita suas necessidades emocionais e o ama acima de tudo. Com isso, na hora de colocar limites, vai ser mais respeitado e menos visto como um tirano. Isso porque o filho, sabendo que o pai considera e entende seus sentimentos, tende a aceitar a própria vulnerabilidade e confiar na lição que lhe está sendo ensinada.

              9- Gera amor pela vida:um pai carinhoso, em geral, não é apenas uma pessoa que tem facilidade em acariciar os outros. É alguém que se importa. E quem se importa, não se importa apenas com pessoas, mas com as plantas, os animais, o meio ambiente... Portanto, ser carinhoso com o filho é servir de inspiração para que ele se importe, real e verdadeiramente, com o seu papel dentro do mundo onde vive. Um antídoto contra o egoísmo.

              10- Começa uma corrente do bem: da mesma forma que a agressividade vai crescendo e se multiplicando ao ser passada de uma pessoa para outra, o carinho também pode ter o mesmo efeito. Crianças que vivem num ambiente cercado de carinho tendem a resolver conflitos de forma mais pacífica e inteligente, por meio do diálogo e da negociação. Também se incomodam mais com brigas em seu ambiente social, buscando ajudar os outros a se reconciliarem de forma respeitosa.

              Não ultrapasse a linha do bom-senso!

              Já está claro que carinho é bom demais, não é? Mas demais não é bom! Sim, quando se ultrapassa a limite do tolerável, pode-se estar criando o efeito contrário. A psicóloga Adriana Serrano alerta: “Carinho demais também é prejudicial, porque sufoca a criança, faz com que ela se sinta responsável pelos pais (como se a criança tivesse que cuidar deles) e se torna um fardo”. Portanto, entenda que o equilíbrio é sempre a melhor escolha. “Via de regra, o ideal é dar carinho nos momentos de lazer e ter uma atitude carinhosa em todos os momentos, mesmo nas broncas”, salienta Adriana. E não se culpe se não conseguir expressar seu carinho de forma tão direta! Há maneiras e maneiras de demonstrar afeto, que vão desde ficar abraçadinha com a criança até se preocupar com o desempenho na escola e alimentação. Seja autêntica e ame muito seu filho da maneira como ele é!

              Nossa fonte

              Adriana Serrano, psicóloga clínica comportamental de Bauru (SP)

               

              FONTE:

              Artigo desenvolvido pelo projeto Na Mochila, que em parceria com as escolas oferece uma revista por bimestre aos pais de alunos do ensino Infantil e Fundamental I. Clique aqui para saber mais sobre o projeto.

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