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              O papel do pai

              Parece brincadeira...

              ... mas também pode ser chamada “fábrica de afetividade”! Quando o pai brinca com o filho, torna a relação ainda mais prazerosa.

                                                                                                                                                                                                                                                                   Texto Rose Araujo / Revista NA MOCHILA

              Brincar é fundamental! Para a criança, funciona como um ensaio sobre o mundo. É onde ela pode desenvolver e ampliar suas percepções acerca de seu universo. Para os pais, um momento de formar vínculos, ser participativo na vida dos filhos e até mesmo soltar um pouco a imaginação e descarregar o estresse. E isso não é apenas papel das mães, não! Os pais também podem e devem abrir mão de sua postura mais durona e se entregar às brincadeiras. “As energias feminina e masculina são diferentes. Enquanto o feminino é mais do cuidado, das histórias, da suavidade, da ‘casinha’ (no bom sentido), o masculino é mais ´guerreiro´, aventureiro, corporal”, destaca a pedagoga Maria Lúcia Medeiros, coordenadora executiva do movimento Aliança pela Infância.

              Claro que tanto mãe como pai podem brincar de tudo com a criança, mas o pai é aquela pessoa que tradicionalmente ensina a jogar bola, andar de bicicleta, de skate, subir em árvore... “O pai geralmente brinca com algo que tenha uma energia física mais envolvida, como empinar pipa, brincar de pega-pega ou outras brincadeiras de correr (costumamos chamar de brincadeiras agonísticas ou do fogo)”, diz a pedagoga.

              Ela explica que o ato de brincar é sempre um fortalecimento de vínculos. Para o pai, estar presente nesta atividade ajuda a reforçar a afetividade, a confiança, o companheirismo, a cumplicidade. Ou seja, estreita a relação. “O filho percebe o pai como uma pessoa presente em sua vida, uma pessoa que pode confiar, admirar, imitar... O pai também entra no universo da criança, passa a conhecê-la e compreendê-la melhor”, frisa.

              Frase de destaque:

              O ATO DE BRINCAR É SEMPRE UM FORTALECIMENTO DE VÍNCULOS

              Figura paterna

              Apesar de hoje não ser mais possível falar em modelo de pai, já que a constituição das famílias está cada vez mais diversa, ainda assim é necessário ressaltar a figura paterna como ímpar na formação do filho. Quando abre mão dos compromissos ou mesmo dos seus momentos de descanso para se dedicar a brincar com a criança, o pai está somando pontos na relação mais importante da sua vida. “Esse tema da presença dos pais na vida dos pequenos tem aparecido cada vez mais nas reflexões e é superimportante. Brincar é sempre um fortalecimento de vínculos, então, nada mais pertinente do que pai (e mãe) brincarem com seus filhos”, explica Maria Lúcia.

              O empresário EdivanJoca de Araújo exerce com prazer essa função de participar das atividades lúdicas com as crianças. Pai das gêmeas Letícia e Larissa, de 11 anos, e Lucca, de 7 anos, ele costuma se dedicar com grande empenho nos cuidados com os pequenos, levando e buscando na escola diariamente e procurando estar presente na educação, nas regras, na alimentação e, claro, nas brincadeiras.

              Edivan conta que os momentos de descontração acontecem sempre no começo da noite, que é quando as crianças voltam da escola, e aos finais de semana, quando ele está de folga. “As brincadeiras são muitas. Na maioria das vezes, jogamos bola, brincamos de pega-pega, rolamos no chão. Um momento bastante divertido é quando disputamos o jogo da memória nos tablets. Outro papel que sempre assumifoi acompanhar nos brinquedos do parque de diversões: carrinho de trombada, roda-gigante, montanha-russa... Nessas horas, sou eu que me divirto junto com eles”, salienta.

              A mãe das crianças, a empresária Ester Parreira de Miranda, acredita que este envolvimento do marido com os filhos só traz recompensas. “Os três têm uma ligação forte com ele e se espelham muito no exemplo que o pai passa. Ele é um homem sério, que trabalha muito, mas sabe se divertir com os filhos e mostrar o afeto e o lado descontraído das coisas. Acho isso fantástico, pois as crianças têm se desenvolvido com responsabilidade, mas também com leveza”, afirma.

              Edivan sabe que entrar na brincadeira dos pequenos é fundamental para a relação deles. “Eu volto a ser criança e para eles parece um momento pra lá de divertido, além de ser uma grande troca de amor. Acredito que são momentos inesquecíveis para todos nós”, destaca.

              Siga seus instintos

              Para muitos pais, entregar-se a essa atividade lúdica com os filhos não é tão simples assim. Alguns não conseguem se desprender das suas responsabilidades e separar um tempo para brincar. Outros preferem aproveitar seus momentos de folga para assistir tevê ou fazer programas de adulto. Porém, a ausência desses momentos pode significar um vazio no relacionamento com as crianças. Vale a pena investir algumas horas no mundo mágico deles e deixar os pensamentos livres e soltos.

              A pedagoga Maria Lúcia Medeiros reforça que isso estreita a relação entre pais e filhos e dá algumas dicas para que essas atitudes aconteçam naturalmente. “Quando brincamos com uma criança, devemos aprender a ouvi-la, seguir seus passos, ver aquilo que ela está propondo. Mas também nos sentimos confortáveis quando nos reconhecemos naquilo que gostamos de fazer. Assim, se é um pai que tem outras habilidades, porque não compartilhar isso com seu filho?”, ensina.

              Por exemplo, no caso de um músico, ele pode fazer dessa habilidade uma interação lúdica com a criança, criando instrumentos, inventando sons e canções; um pai que gosta de desenhar pode aplicar esse dom em divertidas atividades com o filho, ensinando pequenas técnicas a ele, pintando e criando fantasias. “Claro, sempre tomando o cuidado de não inibir o filho, mas de incentivá-lo e valorizá-lo em seus fazeres”, frisa a pedagoga.

              Quer mais sugestões?

              • Construir brinquedos juntos, pequenas engenhocas.
              • Sair para uma aventura em um parque, em uma mata.
              • Praticar jogos de tabuleiros. Com os pequenos pode ser jogos da memória, dominó. Com os maiores, xadrez ou outros jogos de regras mais complexas.
              • Jogar videogame com o filho também vale. Faz parte da cultura de hoje em dia. “Mas restringir-se a isso é que é o ‘perigo’. A brincadeira sem "os aparelhos" propicia o olho no olho, o riso, a gargalhada, a conversa. O olhar de cumplicidade só acontece se estivermos juntos sem a intermediação da máquina”, explica a pedagoga.

              10 (bons!) motivos para brincar com seu filho:

              1. Combate a obesidade, o sedentarismo e desenvolve a motricidade.
              2. Promove o autoconhecimento corporal.
              3. Estimula competências socioemocionais.
              4. Gera resiliência
              5. Ensina o respeito ao outro.
              6. Desenvolve a atenção e o autocontrole.
              7. Incentiva o trabalho em equipe.
              8. Estimula o raciocínio estratégico.
              9. Promove a criatividade e a imaginação.
              10. Estabelece regras e limites.

              Nossa fonte

              Maria Lúcia Medeiros, coordenadora executiva do movimento Aliança pela Infância

               

              FONTE:

              Artigo desenvolvido pelo projeto NA MOCHILA, que em parceria com as escolas oferece uma revista por bimestre aos pais de alunos do ensino Infantil e Fundamental I. Para saber mais sobre o projeto, clique aqui.

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